Todos sabem que, a princípio, todo sucesso depende do nosso próprio esforço. A área imobiliária, como tantas outras, depende muito dos resultados da economia ou


ainda da maneira como se entende os índices econômicos. Vivemos um passado recente muito difícil para este segmento, logo após o período de euforia e boom de vendas que tivemos entre os anos de 2009 e 2013.


Para nos situarmos e nos fazer entender, vamos voltar um pouco no tempo e seguir o raciocínio. O que aconteceu nesta época de frenesi foi que a taxa de juros estava muito baixa, chegando a aproximadamente 7% a.a. no fim de 2013. Como a taxa de juros estava muito atrativa, muitas empresas estavam tomando dinheiro emprestado para investir em expansão, inovação e novos produtos. Para que tudo saísse do papel, era preciso contratar, e foi isto que aconteceu. Como ocorreu com a taxa de juros, passamos a ter uma taxa de desemprego extremamente baixa, e todas estas pessoas que foram empregadas passaram a ter renda e criaram um ”novo” mercado consumidor, aumentando a demanda por produtos de todos os tipos, desde os mais populares até carros e imóveis de luxo. Diante deste cenário a economia decolou, e as vendas em todos os segmentos tiveram aumentos consideráveis. Quem estava bem posicionado surfou esta onda, mas quem não acompanhou as tendências com certa antecedência teve que se apressar para colocar seus produtos nas prateleiras.


No ramo imobiliário existe um delay maior em relação aos movimentos econômicos: um produto novo só pode ser lançado depois de obter todas as licenças e aprovações por parte dos órgãos responsáveis, e esta documentação muitas vezes leva mais de 12 meses para ficar pronta. Soma-se a isto o tempo de prospecção de terrenos, negociação e projetos e o prazo passa para 24 meses.


Vamos dizer que um empreendedor resolve lançar um empreendimento na cidade de Joinville no ano de 2009: ele teria que ter se programado em 2007, pelos nossos cálculos. Então se em 2009, quando a economia estava “bombando” e ele queria aproveitar a situação, precisou de pelo menos 24 meses para lançar o seu novo prédio, ou seja, foi lançado em 2011. Entre 2009 e 2011, o empresário poderia ter se programado para lançar prédios em sequência, ou seja, em 2012, 2013, 2014..e assim por diante. E foi exatamente isto o que aconteceu. Tivemos uma busca quase fora de controle por terrenos para a construção de prédios comerciais, casas geminadas e prédios residenciais. Os residenciais contemplam todas as classes, desde empreendimentos Minha Casa Minha Vida até alto padrão, e isto inflacionou o mercado imobiliário como um todo, sem muita distinção de bairro e/ou região de Joinville. Um terreno na zona sul pode ser muito valioso para um empreendedor das primeiras faixas do plano MCMV, mas não tanto para uma empresa que constrói apartamentos de alto padrão, mirando um público com alto poder aquisitivo.


As perspectivas econômicas eram boas, havia muito otimismo no ar e a economia ia muito bem. Com a demanda alta, consequentemente tivemos uma subida de preços em todos os segmentos, pressionando a inflação para cima e forçando o governo a começar a aumentar a taxa básica de juros (SELIC). Em 2013 esta taxa passou de um dígito para dois, chegando a 10% a.a. no fim do período. Com estas ações os consumidores diminuíram o ritmo de compras, mas os produtos já estavam no mercado. No mercado imobiliário não foi diferente, e muitas construtoras passaram a ver seus estoques aumentando de forma constante ao longo dos períodos subsequentes. Empreendimentos que antes eram vendidos em meses ficaram com diversas unidades paradas, esperando para serem comercializadas, e ao passar de 2014, 2015 e 2016, tivemos seguidos aumentos da taxa de juros, pressionando ainda mais o consumidor. Os financiamentos ficaram mais caros, a inflação continuou subindo e a economia passou a ser recessiva.


A consequência disto é que entre 2015 e 2017 tivemos apenas pequenas correções no valor dos imóveis, sem aumento real. Em alguns casos, os preços até caíram, e promoções e descontos se tornaram uma coisa recorrente. Os preços praticados no mercado imobiliário chegaram ao seu menor valor, considerando-se todo o cenário.  O ticket médio dos apartamentos na região de Joinville é praticamente o mesmo de 2014, segundo pesquisa efetuada na região no fim de 2016, pela consultoria Brain, contratada pelo Sinduscon (Sindicato Indústria da Construção Civil).


E a grande chance para comprar o seu imóvel com preços praticamente congelados chegou.


Mas porque afirmamos isto com tanta segurança? Na realidade, o mercado é volátil e acompanha o mercado financeiro de perto, e com a instabilidade política que existe no país hoje, podemos estar errados. Mas tudo indica que não. O COPOM tem acelerado o corte da taxa SELIC e especialistas já enxergam em 2017 este índice na casa de um dígito, sendo o menor em 4 anos. O que diz o Governo através de metas e índices é que 2017 será mais favorável ao mercado imobiliário, e o crescimento do PIB será positivo em 1,3%, segundo informações do órgão de maior importância no setor financeiro, o Banco Central.


Joinville é historicamente  uma cidade que respira trabalho, sendo um dos polos metais-mecânicos mais importantes do estado. Com estes cortes, vamos ter mais investimentos sendo aportados na cidade, a exemplo da recente notícia de que a GM decidiu instalar aqui sua nova fábrica de motores, com investimento previsto de R$1 bilhão. A produção projetada alcançará, no pico, 280 mil motores por ano, e empregar 449 trabalhadores. Com esta e outras ações o desemprego começa a diminuir aos poucos e o consumo, por outro lado, passa a subir. Com este movimento se consolidando, a demanda por produtos com certeza irá aumentar e os preços terão reajustes mais significativos ao longo deste ano.  Os habitantes de nossa cidade são, na sua grande maioria, descendentes de Europeus que colonizaram a cidade. "Economizar para adquirir" pode ser um lema de joinvilense. Nada melhor então, do que comprar um imóvel, seja ele para investimento ou para seu próprio uso, pelo menor preço possível, não é mesmo?


Perspectivas serão sempre apenas perspectivas, porém, com um olhar positivo e disposição para o trabalho árduo, a chance de sucesso é bastante provável.


Comprar um imóvel é um investimento inteligente e a Imoville é a chave do Melhor negócio.

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